terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Chegou. Novamente deixo mais alguém que deixei entrar no meu carro da vida. Sinto muito, mas vejo que é hora de ir sozinho. Você escolheu aquele lado ali da estrada, e eu preciso acompanhar a mim mesmo em uma viagem de entendimento e de ensinamento. Infelizmente você não quis abraçar as árvores e beijar as flores, sentiu vergonha disso tudo. Enquanto você temia o pensamento dos outros, eu subi em cima do banco da praça e proclamei mais alguns versos que meu coração escreveu homenageando o mundo.
Entenda que meu caminho, novamente, é assim, partindo sozinho. Sinceramente pensei, assim como algumas pessoas que nos viam dia após dia, que pudéssemos seguir juntos. Porém não sei o que aconteceu, vai ver gostou da loja de conveniência de um posto, ou simplesmente se cansou do meu som leve e simples do carro, mas te entendo.
Eu entendo que você não está pronta para seguir para a próxima cidade, mas nunca fui de esperar muito por alguém. Talvez algum dia você pegue um ônibus e corra atrás daquilo que perdemos, talvez não. Mas eu me recuso a parar o carro novamente. A vida é a única estrada do mundo na qual não podemos dar ré, voltar atrás
Não é que seja muito drástico ou destrutivo, simplesmente é a verdade. Não vou dizer para você que voltarei, se não voltarei. Você tem companhia e quis que fosse assim. Eu tenho a minha companhia também, pode ficar tranquila consigo mesma.
Eu fico nesse vai e volta se preciso ou não de alguém para sobreviver. Cheguei a conclusão de que não preciso de alguém para sobreviver, mas não quero sentir sozinho as árvores e as flores, o vento e a chuva, a natureza e a cidade. Um dia a surpresa surpreende. E, afinal, a minha sombra me entende demais.

1 comentários:

Barbara disse...

você escreve demais, juro! Cadê seu livro hein? hahaha to com vc sempre, mesmo com essa sua auto - suficiência excessiva. :)