
E a música começa a tocar do nada. Assobios são automáticos, os pés nem se falam. A música não é animada, mas conforta. De uma hora pra outra começa o violão lento e perfeito em seus acordes.
Meu coração disse: sinto sua falta. Minha mente mandou sorrir. O fim do jogo está próximo, como aquele incansável jogador que vê suas forças acabarem hora após hora, e de repente tem todos os motivos para desistir...está cansado. Ele percebe que a indecisão é uma pedra no sapato de quem caminha durante vários quilômetros. Machuca.
Se perde nas palavras e acaba escrevendo um monte de besteiras que para nenhuma pessoa além dele tem algum nexo. Descobre que nem todos os dias têm a oportunidade de abraçar árvores e beijar flores. Também fica sabendo que na vida há dias em que o desânimo toma conta, em que você é o único a ir contra a corrente, enquanto devia ir de mãos dadas com alguém. Sem paciência.
Há erros e erros, ele sabe disso. Porém ele percebe cada vez mais que o pior erro é aquele que não é reconhecido, ou aquele que é normal aos olhos de quem vê, enquanto é destrutivamente substancial para o coração que sente. Por pior que pareça, o engraçado é que não há palavras para descrever, não há argumentos suficientes para transparecer os erros. Ou há?
Eu poderia, sinceramente, repetir um monte de vezes na sua frente, ou na frente deste computador, que você não entenderia o que eu quero dizer. Não é que eu seja indecifrável, é simplesmente porque mil coisas acontecem ao seu redor e você não as percebe, pois não pode distingui-las. Talvez não faça diferença, então.
Faz diferença?
2 comentários:
Eu amo quando você posta! Amo, Gui! Muito bom.
Mais uma vez minha indecisão me deixou sem escolhas, a vida seguiu seu rumo e eu fiquei aqui sem entender pra onde ela me levou. Não consigo me decidir se isso é bom ou mal, mas a sensação de perda é inevitável. Aos poucos a claridade tomou conta do meu ser e eu me perguntava da onde vinha tanta luz. Foi ele, que transformou o preto e branco em cor, de um jeito inesperado construiu castelos e monumentos dentro de mim. Fiquei assustada, será que era mesmo o momento certo? Ou melhor, teria um momento certo? Me vi, como ele gosta de dizer, em uma estrada aonde eu tinha duas escolhas, me render ou me proteger.Eu sempre achei que precisava de espaço, de perspectiva ... Sempre tive medo de ser sufocada, controlada, pressionada... Agora percebo, quem tem medo do destino não escolhe, é escolhido. Sua voz,seu jeito de descordar comigo,suas palavras difíceis e frases complicadas, o brilho no seu olhar e seu jeito de me ouvir, seu poder de persuasão, sua facilidade de entender o problema dos outros, seus conselhos, sua atenção e as vezes até sua falta de atenção, nossos silêncios que diziam muito, as esperas sejam por telefones, mensagens, conversas no msn e principalmente pelo dia em que eu te veria de novo, tudo isso .. vai fazer muito falta.
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